sexta-feira, 7 de outubro de 2011

MUNDO LOUCO


Só dizer que o mundo é louco é pouco
Mais vale a paciência que a ciência
Jogo na vida pela sorte ou a morte
Ando em mim mesmo a esmo

Declaro guerra ao estado perturbado
De pouca e insana certeza e clareza
Congelo meu gélido brio no frio
Arranco do peito a coragem pra viagem

Mundo de tudo criado e acabado
A esperança surgiu e ruiu
A indiferença aumentou e piorou
Mundo perdido sem perdão nem irmão

Mas o bom é viver e vencer
Ou é boa a idiota derrota?
Limpar o mundo imundo
Deixar o mundo pior melhor 

SINTO


Sinto o eu na vida fluir
A coluna estalar
Minh’alma viver
O coração bater

Sinto pela miséria
Tenho fome, ódio, ignorância
Como, amo, aprendo
Lamento a boca gemendo

Sinto a cabeça bater
A testa doer
Minh’alma sofrer
A mente esvaziar

Sinto pelo descaso
Vivo decepção, egoísmo, desunião
Sorrio, ajudo, fico
Pelo bem suplico

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

S.C. INTERNACIONAL lidera há sete semanas ranking da Conmebol

Pelé recebe camiseta do Inter (final Libertadores 2010)

Em Sta. Maria-RS, Inter de Sta Maria x Internacional (no detalhe, gol de Iarley no  primeiro jogo do Gauchão de 2008)

Iarley comemora junto à torcida (Alex à direita)
O Sport Club Internacional lidera o ranking de clubes da Confederação Sul-Americana de Futebol há sete semanas, ranking este que considera principalmente os seguintes títulos: Mundial Interclubes, Copa Libertadores da América, Copa Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e Copa Suruga bank. O Internacional lidera o ranking porque, nos últimos dez anos, não houve nenhuma outra equipe da América do Sul que ganhou   os títulos mais importantes da América do Sul e do Mundo. São 2 títulos de Libertadores, 1 título Mundial, 1 título de Copa Sul-Americana, 2 títulos de Recopa Sul-Americana e 1 título da Copa Suruga bank. Nada mais justo.  

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

METALLICA NO ROCK IN RIO

A banda americana Metallica fez show memorável na madrugada desta segunda-feira, 25 de setembro, na noite metaleira desta 4ª edição do Rock In Rio. A banda já havia se apresentado em outras edições do Rock In Rio, mas nos festivais que foram realizados por Roberto Medina na Europa, sendo uma das edições em Lisboa, capital Portuguesa.
Esta é a quarta vez que o Metallica se apresenta no Brasil. James Hetfield, guitarrista e vocalista, afirmou recentemente que um dos países em que o público acompanha e canta as músicas com mais ritmo é o Brasil, destacando a musicalidade de nossa terra.
Após o começo com Creeping Death (do 1º disco Kill´em All, de 1983) , seguiu-se For Whom the Bell Tolls e várias outras (Fuel, Ride the Lightning, Cyanide, All Nightmare Long, Sad But True, Master of Puppets, Sad But True, One, Orion, Welcome Home (Sanitarium), Nothing Else Matters, Enter Sandman e Seek and Destroy).
Com trinta anos de carreira, a banda mostra porque continua na linha de frente do Rock pesado.
Fotos do show em Porto Alegre, em 28 de janeiro de 2010:


  

domingo, 25 de setembro de 2011

BEATLES cover em SANTIAGO-RS

Amantes do bom e velho Rock puderam apreciar na noite de ontem, 24 de setembro, vários dos grandes sucessos dos Beatles, como A hard Days Night, Lucy in the Sky with Diamonds, Twist and Shout, Help, Hello Goodbye, Let It Be, Yesterday, Hey Jude, Come Together, Here Comes the Sun, Sargent Pepper´s e Get Back. A banda The Abbey Road Beatles reproduziu fielmente vários sucessos do quarteto de Liverpool e fez a plateia curtir um bom Rock e, de lambuja, viajar no tempo. À exceção de alguns contratempos de parte da sonorização, que equalizou inadequadamente um dos principais microfones, e do atraso de 30 min para a entrada no local, a noite foi de muito proveito para os fãs dos Beatles e do Rock. 
Fiquemos no aguardo de outros eventos que possam trazer outras bandas de qualidade admirável a Santiago.






She loves you yeah, yeah, yeah!       

Médicos X planos de saúde (dr. Dráuzio Varella)


           Médicos que vivem de clínica particular são aves raríssimas. Mais de 97% prestam serviços aos planos de saúde e recebem de R$ 8 a R$ 32 por consulta. Em média, R$ 20.
           Os responsáveis pelos planos de saúde alegam que os avanços tecnológicos encarecem a assistência médica de tal forma que fica impossível aumentar a remuneração sem repassar os custos para os usuários já sobrecarregados. Os sindicatos e os conselhos de medicina desconfiam seriamente de tal justificativa uma vez que as operadoras não lhes permitem acesso às planilhas de custos.
           Tempos atrás, a Fipe realizou um levantamento do custo de um consultório-padrão, alugado por R$ 750 num prédio cujo condomínio custasse apenas R$ 150 e que pagasse os seguintes salários: R$ 650 à atendente, R$ 600 a uma auxiliar de enfermagem, R$ 275 à faxineira e R$ 224 ao contador. Somados os encargos sociais (correspondentes a 65% dos salários), os benefícios, as contas de luz, água, gás e telefone, impostos e taxas da prefeitura, gastos com a conservação do imóvel, material de consumo, custos operacionais e aqueles necessários para a realização da atividade profissional, esse consultório-padrão exigiria R$ 5.179,62 por mês para sua manutenção.
           Voltemos às consultas, razão de existir dos consultórios médicos. Em princípio, cada consulta pode gerar de zero a um ou mais retornos para trazer os resultados dos exames pedidos. Os técnicos calculam que 50% a 60% das consultas médicas geram retornos pelos quais os convênios e planos de saúde não desembolsam um centavo sequer.
           Façamos a conta: a R$ 20 em média por consulta, para cobrir os R$ 5.179,62 é preciso atender 258 pessoas por mês. Como cerca de metade delas retorna com os resultados, serão necessários: 258 + 129 = 387 atendimentos mensais unicamente para cobrir as despesas obrigatórias. Como o número médio de dias úteis é de 21,5 por mês, entre consultas e retornos deverão ser atendidas 18 pessoas por dia!
           Se ele pretender ganhar R$ 5.000 por mês (dos quais serão descontados R$ 1.402 de impostos) para compensar os seis anos de curso universitário em tempo integral pago pela maioria que não tem acesso às universidades públicas, os quatro anos de residência e a necessidade de atualização permanente, precisará atender 36 clientes todos os dias, de segunda a sexta-feira. Ou seja, a média de 4,5 por hora, num dia de oito horas ininterruptas.
         Por isso os usuários dos planos de saúde se queixam: "Os médicos não examinam mais a gente". "O médico nem olhou a minha cara, ficou de cabeça baixa preenchendo o pedido de exames enquanto eu falava." "Minha consulta durou cinco minutos."
É possível exercer a profissão com competência nessa velocidade?
           Com a experiência de quem atende doentes há quase 40 anos, posso lhes garantir que não é. O bom exercício da medicina exige, além do exame físico cuidadoso, observação acurada, atenção à história da moléstia, à descrição dos sintomas, aos fatores de melhora e piora, uma análise, ainda que sumária, das condições de vida e da personalidade do paciente. Levando em conta, ainda, que os seres humanos costumam ser pouco objetivos ao relatar seus males, cabe ao profissional orientá-los a fazê-lo com mais precisão para não omitir detalhes fundamentais. A probabilidade de cometer erros graves aumenta perigosamente quando avaliamos quadros clínicos complexos entre dez e quinze minutos.
           O que os empresários dos planos de saúde parecem não enxergar é que embora consigam mão-de-obra barata - graças à proliferação de faculdades de medicina que privilegiou números em detrimento da qualidade - acabam perdendo dinheiro ao pagar honorários tão insignificantes: médicos que não dispõem de tempo a "perder" com as queixas e o exame físico dos pacientes e pedem exames desnecessários. Tossiu? Raio-X de tórax. O resultado veio normal? Tomografia computadorizada. É mais rápido do que considerar as características do quadro, dar explicações detalhadas e observar a evolução. E tem boa chance de deixar o doente com a impressão de que está sendo cuidado.
          A economia no preço da consulta resulta em contas astronômicas pagas aos hospitais, onde vão parar os pacientes por falta de diagnóstico precoce, aos laboratórios e serviços de radiologia, cujas redes se expandem a olhos vistos pelas cidades brasileiras. Por essa razão, os concursos para residência de especialidades que realizam procedimentos e exames subsidiários estão cada vez mais concorridos, enquanto os de clínica e cirurgia são desprestigiados.
            Aos médicos, que atendem a troco de tão pouco, só resta a alternativa de explicar à população que é tarefa impossível trabalhar nessas condições e pedir descredenciamento em massa dos planos que oferecem remuneração vil. É mais respeitoso com a medicina procurar outros meios de ganhar a vida do que universalizar o cinismo injustificável do "eles fingem que pagam, a gente finge que atende".
            O usuário, ao contratar um plano de saúde, deve sempre perguntar quanto receberão por consulta os profissionais cujos nomes constam da lista de conveniados. Eu teria medo de ser atendido por um médico que vai receber bem menos do que um encanador cobra para desentupir o banheiro da minha casa. Sinceramente.

     
Artigo publicado no caderno Ilustrada, da Folha de S. Paulo, de 18 de setembro de 2004 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SATURNO (aos olhos da sonda espacial Cassini)

Grandes imagens do mais belo e 2º maior planeta do sistema solar, captadas pela sonda Cassini.

Gigante Saturno

Aneis no detalhe

Polos notadamente achatados

Luas próximas aos aneis

Excelente imagem