domingo, 28 de maio de 2017
quinta-feira, 21 de março de 2013
TRICOTILOMANIA - É DE ARRANCAR OS CABELOS...
A tricotilomania é um transtorno do controle dos impulsos que tem como característica principal o comportamento recorrente de arrancar os cabelos, resultando em perda capilar perceptível, seja de uma pequena região do couro cabeludo ou mesmo em toda a sua extensão. O paciente apresenta uma sensação de tensão antes de arrancar o cabelo (que pode ser arrancado a cada fio ou mesmo em mechas) e apresenta uma sensação de alívio ou satisfação após arrancá-lo.
Acredita-se que o transtorno seja mais comum em mulheres que em homens e em geral seu início se situa na infância ou adolescência. Alguns pacientes podem arrancar cílios, pêlos da axila, pubianos e outros. Há casos em que, após arrancarem os cabelos, os pacientes mordem e até engolem as raízes. Os casos mais graves (felizmente raros) são chamados de tricobezoar, em que os pêlos engolidos formam uma bola de pêlos no trato gastrointestinal, podendo provocar risco de vida, principalmente por obstrução.
Alguns estudos afirmam que a tricotilomania ocorre devido a uma anormalidade do neurotransmissor serotonina, e que teria uma relação tanto com o transtorno obsessivo-compulsivo quanto com o hábito de roer unhas.
O tratamento medicamentoso preconizado é feito com medicamentos que aumentam a disponibilidade de serotonina entre os neurônios, tal como a antiga clomipramina e fluoxetina.
Imagens: paciente do sexo feminino, 13 anos, atendida hoje no ambulatório de psiquiatria da Sec. de Saúde de Santiago - RS. Também possui o hábito de roer unhas.
Acredita-se que o transtorno seja mais comum em mulheres que em homens e em geral seu início se situa na infância ou adolescência. Alguns pacientes podem arrancar cílios, pêlos da axila, pubianos e outros. Há casos em que, após arrancarem os cabelos, os pacientes mordem e até engolem as raízes. Os casos mais graves (felizmente raros) são chamados de tricobezoar, em que os pêlos engolidos formam uma bola de pêlos no trato gastrointestinal, podendo provocar risco de vida, principalmente por obstrução.
Alguns estudos afirmam que a tricotilomania ocorre devido a uma anormalidade do neurotransmissor serotonina, e que teria uma relação tanto com o transtorno obsessivo-compulsivo quanto com o hábito de roer unhas.
O tratamento medicamentoso preconizado é feito com medicamentos que aumentam a disponibilidade de serotonina entre os neurônios, tal como a antiga clomipramina e fluoxetina.
Imagens: paciente do sexo feminino, 13 anos, atendida hoje no ambulatório de psiquiatria da Sec. de Saúde de Santiago - RS. Também possui o hábito de roer unhas.
terça-feira, 19 de março de 2013
NOVOS PLANETAS
Através de visualização direta de telescópios no Havaí, foi recentemente descoberto um conjunto planetário jovem (com cerca de 30 milhões de anos), orbitando uma estrela situada a 130 anos-luz de distância da Terra (a luz percorre no vácuo, em um ano, nove trilhões e meio de quilômetros), denominada pelos cientistas por HR 8799, 50% maior que o Sol mas 5 vezes mais brilhante. À sua volta, estão os planetas gigantes denominados HR 8799b, HR 8799c, HR 8799d e HR 8799e, sendo que os dois de maior dimensão são dez vezes maiores que Júpiter, e o menor, sete vezes maior que Júpiter (lembrando que Júpiter tem um diâmetro de praticamente 143.000 Km, e a Terra, 12.756 Km). Segundo os cientistas, ao estudarem a luz emitida do "c", foi possível a identificação de água e carbono.
A descoberta, no entanto, precisa também ser confirmada por outros cientistas.
Fonte: astronews.com.br e Estadão
quinta-feira, 12 de julho de 2012
ALCOOLISMO NO BRASIL
Em pesquisa qualitativa realizada
recentemente pelo Ministério da Saúde junto a
jovens do país (Pesquisa Projeto
Novas Políticas no Consumo de Bebidas Alcoólicas –
MS – 2007), foi possível perceber que a questão está
enraizada na cultura brasileira.
Uma das principais constatações
da pesquisa é que o consumo de bebida alcoólica no
Brasil é cada vez mais banalizado
e como se não bastasse, muitas vezes estimulado
dentro da própria família, seja
diretamente, quase como um rito de passagem para a
vida adulta, seja indiretamente,
nos exemplos dados por pais e familiares ao
consumirem bebidas alcoólicas
indiscriminadamente na frente de crianças e
adolescentes. Mais uma vez, o
consumo se mostra como um hábito cultural.
Para agravar ainda mais o quadro,
a indústria da bebida alcoólica é uma das mais
fortes do mercado nacional, sendo
que as mesmas detêm grandiosas verbas
publicitárias, aplicadas na mídia
de massa sem qualquer tipo de cuidado com horário
ou faixa etária da programação.
No ano de 2006, o investimento em mídia da
indústria de bebidas alcoólicas
foi de R$ 907 milhões. Apenas a AMBEV,
maior
anunciante do segmento, investiu
quase metade desse montante (R$ 451,9 milhões).
Esses números refletem não apenas
uma estratégia agressiva de comunicação, mas
também uma necessidade de
aumentar o volume de vendas.
Aliado à forte presença na mídia
está o conteúdo das mensagens divulgadas
pelas
indústrias. A via de regra o
consumo de bebida na publicidade está sempre associado
às situações de glamour, alegria, festa. Há não muito tempo atrás, até
mesmo
elementos infantis eram usados
para a venda de bebidas (tartaruga, caranguejo...),
todos esses elementos tem forte
impacto em crianças e adolescentes, que passam a
criar um comportamento de simpatia
pelas marcas de bebidas alcoólicas. O
uso de
personalidades também cria um
ambiente favorável e estimulante para o
consumo,
tornando essa ou aquela bebida,
mais simpática, mais gostosa ou a melhor.
O problema é que todas essas
mensagens, difundidas a todo o momento e em
qualquer canto do país, acabam
por esconder a realidade que está por trás das
bebidas alcoólicas. As
conseqüências do consumo desenfreado são diluídas na
os problemas causados para a
saúde pública só tendem a aumentar.
Fonte do texto: Ministério da
Saúde
terça-feira, 29 de maio de 2012
A EPIDEMIA CHAMADA CRACK
Praticamente nos últimos dez anos o Brasil viu uma droga atingir os usuários e a sociedade em geral de uma forma ainda sem precedentes. O crack espalhou-se pelo Brasil de maneira rápida e devastadora, levando seus usuários a caminhos muitas vezes sem volta. Em razão da intensidade e rapidez de seus efeitos e, com isto, a intensa fissura por mais uma e outra dose ou pedra, essa droga está mudando até mesmo os conceitos da sociedade em relação às outras drogas ilícitas (principalmente em relação à Cannabis sativa - maconha -), já que alguns estudos relataram que o bloqueio de receptores canabinoides do cérebro diminuiu a fissura pela cocaína e pelo crack. No dia 29 de maio um anteprojeto com novas propostas foi aprovado em Brasília e, se for aprovado em esferas superiores, descriminalizará o porte de pequenas doses de drogas ilícitas. O plantio, desde que para consumo, também não será mais considerado crime. É um sinal de que algo está mudando e que a visão do passado em relação às drogas está realmente (ou mesmo redundantemente) ultrapassada, principalmente depois do advento do crack. E quem também chegou à conclusão de que a guerra contra as drogas não tem o desfecho que se espera foi o próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, chefe da Comissão Global de Política sobre Drogas instituída pela ONU.
Estudos também demonstraram que há forte relação do crack com outras drogas, que serviriam como porta de entrada e/ou potencializariam perigosamente seus efeitos e estas drogas, para espanto de muitos, não são as ilícitas, como a maconha, mas sim as lícitas (o álcool e, em grau menos prejudicial o cigarro, em razão de praticamente não produzir efeitos mentais consideráveis). Ou seja, para um país atacar devidamente um grande problema de saúde pública chamado crack, também deve priorizar o combate às drogas lícitas, que contam com grande apoio da sociedade e da mídia, já que no Brasil a bebida alcoólica, que traz imensos problemas à sociedade de uma forma geral, é amplamente tolerado como substância para a socialização.
Diante da dimensão do problema, as redes de atendimento ambulatorial e hospitalar ainda na verdade são insuficientes e contam muitas vezes com profissionais despreparados. Grande parte dos dependentes de drogas são tratados em comunidades terapêuticas que não recebem um centavo de apoio do Governo Federal devido à sua estrutura, inadequada em relação a vários parâmetros preconizados pelo Ministério da Saúde, mas nem por isso menos eficazes na recuperação de muitas pessoas.
Hoje no Brasil já é descabido falar em fechamento de hospitais e de leitos psiquiátricos, principalmente quando se leva em consideração a deficiente estrutura hospitalar para internações psiquiátricas existente, tanto em hospitais gerais quanto mesmo em manicômios, no que se refere a número de leitos e equipe especializada. Segundo a OMS, o número ideal de leitos para transtornos mentais em um país é referente a 0,5% de sua população, o que no Brasil se situaria em torno de 900 mil leitos. O país conta, no entanto, com menos de 5% deste número, sendo que uma das justificativas seria a rede ambulatorial de atendimento à saúde mental que foi melhorada no país principalmente ao longo das duas últimas décadas, com o surgimento dos CAPS (Centro de Atenção Psicossociais). Mesmo assim, a realidade não é animadora e o país necessita urgentemente de novas políticas de saúde pública em relação aos transtornos psiquiátricos, principalmente depois da proliferação do crack.
Estudos também demonstraram que há forte relação do crack com outras drogas, que serviriam como porta de entrada e/ou potencializariam perigosamente seus efeitos e estas drogas, para espanto de muitos, não são as ilícitas, como a maconha, mas sim as lícitas (o álcool e, em grau menos prejudicial o cigarro, em razão de praticamente não produzir efeitos mentais consideráveis). Ou seja, para um país atacar devidamente um grande problema de saúde pública chamado crack, também deve priorizar o combate às drogas lícitas, que contam com grande apoio da sociedade e da mídia, já que no Brasil a bebida alcoólica, que traz imensos problemas à sociedade de uma forma geral, é amplamente tolerado como substância para a socialização.
Diante da dimensão do problema, as redes de atendimento ambulatorial e hospitalar ainda na verdade são insuficientes e contam muitas vezes com profissionais despreparados. Grande parte dos dependentes de drogas são tratados em comunidades terapêuticas que não recebem um centavo de apoio do Governo Federal devido à sua estrutura, inadequada em relação a vários parâmetros preconizados pelo Ministério da Saúde, mas nem por isso menos eficazes na recuperação de muitas pessoas.
Hoje no Brasil já é descabido falar em fechamento de hospitais e de leitos psiquiátricos, principalmente quando se leva em consideração a deficiente estrutura hospitalar para internações psiquiátricas existente, tanto em hospitais gerais quanto mesmo em manicômios, no que se refere a número de leitos e equipe especializada. Segundo a OMS, o número ideal de leitos para transtornos mentais em um país é referente a 0,5% de sua população, o que no Brasil se situaria em torno de 900 mil leitos. O país conta, no entanto, com menos de 5% deste número, sendo que uma das justificativas seria a rede ambulatorial de atendimento à saúde mental que foi melhorada no país principalmente ao longo das duas últimas décadas, com o surgimento dos CAPS (Centro de Atenção Psicossociais). Mesmo assim, a realidade não é animadora e o país necessita urgentemente de novas políticas de saúde pública em relação aos transtornos psiquiátricos, principalmente depois da proliferação do crack.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
MANICÔMIOS NECESSÁRIOS
No dia 18 de maio o Brasil relembrou a modificação
que houve nas últimas décadas no cuidado aos doentes mentais. O modelo
hospitalocêntrico que houve durante várias décadas, que estava severamente
ultrapassado, desleixado e cruel, foi sendo gradativamente banido. Formou-se
uma rede de atendimento em saúde mental que pode-se dizer bem estruturada país
afora, representada principalmente pelos Centros de Atenção Psicossociais,
conhecidos como CAPS, que prestam atenção às doenças psiquiátricas gerais em
adultos, adolescentes, crianças e dependência de drogas.
Os
hospitais psiquiátricos no passado eram tidos como depósitos de doentes
mentais, em que havia muito desrespeito aos direitos humanos e tratamentos
muito pouco eficazes para a recuperação dos pacientes. Aos poucos, muitos
leitos psiquiátricos foram sendo fechados e o tratamento para o doente mental
sofreu considerável evolução. A reforma psiquiátrica trouxe vários aspectos
importantes neste sentido.
Cabe
lembrar que, apesar de terem existido absurdos durante muitos anos nos
manicômios, onde estavam as autoridades de saúde principalmente nos árduos anos
60, 70 e parte dos 80? Por que este modelo crítico de atendimento psiquiátrico
hospitalar vigorou em algumas instituições durante muitos anos? O modelo antiquado de atendimento de saúde
mental hospitalar em algumas instituições do Brasil só veio à tona no período
da Abertura Política, no governo Figueiredo, na primeira metade dos anos 80. Nesta
época, a RBS TV foi pioneira em levar ao ar no extinto programa RBS Documento,
um retrato de como estava o hospital psiquiátrico São Pedro, na capital gaúcha,
inaugurado em 1884 e um dos principais manicômios do país.
A
reforma psiquiátrica não contava, no entanto, com o surgimento do epidêmico
crack, que hoje, por si só, ordena urgentes reformas
na reforma psiquiátrica. Devido à falta de leitos psiquiátricos para internação
de dependentes desta devastadora droga, fechar leitos nos hospitais
psiquiátricos ainda existentes ou, pior ainda, fechar tais hospitais hoje
representaria um retrocesso. Os manicômios têm ainda uma grande importância
para os doentes mentais, desde que não utilizados para confinamento ou
institucionalização de doentes nem que desrespeitem os direitos humanos.
Alguns doentes mentais, com ausência de juízo crítico e gravemente doentes,
ainda necessitam, sim, de que as portas estejam trancadas e até mesmo serem
contidos fisicamente, quando necessário, até que consigam melhorar. Não há nada
de desumano nisto. Estes aspectos fazem parte do tratamento da doença mental e
serão usados sempre que necessário, principalmente em casos de pacientes
acentuadamente psicóticos e ou violentos, visando unicamente à proteção, não só
do paciente quanto da família e da equipe de tratamento. Estudos recentes da
Universidade Federal de São Paulo demonstraram que o tratamento involuntário
não é menos eficaz que o voluntário no tratamento de drogas, tanto legais
quanto ilegais, por exemplo, como cita o livro "O tratamento do usuário de
crack", da Ed. Artmed, 2ª ed. de 2012.
Assim,
o dia da luta antimanicomial deve sempre ser um dia não somente de
comemorações, mas de debates e reflexões de como anda a assistência à saúde
mental hospitalar e, em razão do surgimento de novos e graves problemas de saúde
mental, quais podem ser as melhores estratégias para seu combate.
Fernando
P. Almeida - Psiquiatra
quarta-feira, 16 de maio de 2012
SAIBA RECONHECER A DEPRESSÃO
A depressão é uma
das doenças psiquiátricas mais frequentes no mundo. Acomete os indivíduos em suas mais diversas idades,
da infância à velhice. Frequentemente ela é a causa de incapacitações
escolares, acadêmicas e de trabalho, as quais são decorrentes diretamente dos
sintomas que caracterizam o seu quadro clínico. No
entanto, nem sempre o indivíduo ou seus familiares conseguem reconhecer os
sintomas, que por vezes se instalam lentamente. Normalmente quando estes
sintomas aumentam de intensidade, ficam mais evidentes, sendo então percebidos
mais facilmente.
A
Organização Mundial de Saúde (OMS) divide a depressão basicamente em três
tipos: leve, moderada e grave, de acordo com a intensidade dos sinais e
sintomas apresentados, que podem ser muito variáveis entre cada pessoa.
No entanto,
algumas das queixas mais frequentemente relatadas pelos pacientes são:
tristeza, apatia, humor deprimido, desânimo, sensação de desesperança,
dificuldades de memória e de concentração, falta de vontade para realizar atividades
diárias, irritabilidade, agressividade, ansiedade, insônia ou sono excessivo,
falta ou excesso de apetite, diminuição do desejo sexual, fadiga, isolamento e
intolerância a barulho.
A OMS determina em cerca de duas semanas o
período de tempo mínimo para que os sinais e sintomas possam realmente
caracterizar uma depressão.
Quando o
quadro clínico é grave, frequentemente o paciente possui pensamentos suicidas,
alucinações visuais (comumente enxerga vultos), auditivas (ouve alguém chamá-lo
ou vozes que o insultam) e delírios de desvalia (convence-se de que é
totalmente inútil e que não tem nenhum valor para nada e para ninguém).
O tratamento
deve ser iniciado tão logo se perceba que o quadro clínico é compatível com
depressão. Nos casos leves, o uso de medicamentos nem sempre é necessário, pois
o paciente pode melhorar apenas com medidas terapêuticas não farmacológicas, tais
como os diferentes métodos de psicoterapia.
Nos quadros
moderados e graves, os medicamentos antidepressivos são praticamente
indispensáveis. Atualmente há uma ampla gama de antidepressivos disponíveis (o
que permite adequá-los ao perfil de cada paciente), além de serem
comprovadamente eficazes.
Infelizmente
muitos quadros de depressão não tratados ou, ainda, tratados inadequadamente,
culminam tanto com o suicídio quanto com o homicídio.
Assim, sempre
que os sinais e sintomas sugerirem um episódio depressivo, deve-se procurar ajuda
profissional para que o indivíduo possa, com o tratamento, retornar o mais
breve possível ao seu funcionamento e ao seu estado de humor normais.
sábado, 12 de maio de 2012
FALTAM LEITOS PSIQUIÁTRICOS NO BRASIL
Segundo levantamento feito pelo jornal Folha de São Paulo, baseado em parâmetros do Ministério da Saúde, o Brasil possui menos da metade dos leitos psiquiátricos públicos que o necessário, fator este que prejudica muito o tratamento de usuários de crack, já que a internação é um importante recurso terapêutico contra a epidemia desta droga no país. O número próximo ao ideal de leitos psiquiátricos seria de 85 mil, mas o país conta com apenas 38,5 mil. A reforma psiquiátrica, implantada no Brasil principalmente a partir do início da década passada, com certeza trouxe aspectos bons ao paciente psiquiátrico brasileiro, principalmente no que diz respeito à institucionalização de doentes psiquiátricos, objetivando à reinserção dos mesmos à família e à sociedade, sempre que possível. No entanto, a mesma política da reforma psiquiátrica preconizou a redução de vagas para internação. Com o grande aumento da demanda nos últimos anos, motivada grandemente pela epidemia do crack, serão abertos 3.604 novos leitos em hospitais gerais, número de leitos este que o coordenador da Câmara Técnica de Psiquiatria do Conselho Federal de Medicina, dr. Emmanuel Cavalcanti, considera "ridículo" e "representa a ausência de um segmento da estrutura especializada para tratar os usuários de drogas".
Fonte: Conselho Regional de Medicina do RS
Fonte: Conselho Regional de Medicina do RS
terça-feira, 1 de novembro de 2011
MERCÚRIO E VÊNUS A OESTE NO HORIZONTE
![]() |
| Vênus |
![]() |
| Mercúrio |
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
PUNIÇÃO AOS TORTURADORES URUGUAIOS E ARGENTINOS
Mais uma vez nossos hermanos uruguaios e argentinos se mostram mais democráticos que nós. Enquanto a democracia brasileira apenas abrirá arquivos para investigação de atos da ditadura militar entre 1964 e 1985, sem que nenhum torturador, seja ele civil ou militar, poderá ser julgado (muito menos condenado) em razão da "lei da anistia", os argentinos e os uruguaios decidiram não somente investigar os torturadores e assassinos dos oposicionistas de suas ditaduras militares mas também julgar e condenar os que forem apontados como réus. Esperemos que um dia o Brasil não seja mais o país da impunidade, pois nossas leis antiquadas e penas brandas somente favorecem os criminosos, sejam eles militares, de colarinho branco ou marginais. Realmente esse país não é sério. E a corrupção na época da ditadura? Não havia? Os militares não eram corruptos? Quem denunciaria corrupção durante a ditadura já que se era assassinado pelo simples protesto por democracia? Abram os olhos, pois a corrupção neste país existe desde que ele nasceu. Não é algo de governos atuais (ou só não vê isto quem não quer). Punição aos torturadores e assassinos da ditadura militar brasileira!
domingo, 23 de outubro de 2011
ATENDIMENTO PSIQUIÁTRICO EM CACEQUI-RS
1) O melhor relacionamento com o
paciente, na minha opinião, ocorre quando este consegue perceber que o
profissional está realmente interessado
em, primeiramente, entender e em,
posteriormente, resolver o problema
trazido ou apresentado por ele e/ou pelos familiares ou acompanhantes. Tanto
para pacientes internados quanto para pacientes ambulatoriais, a escuta atenta, o raciocínio rápido (embora não
precipitado), a curiosidade a
respeito dos sintomas, sinais, aspectos gerais da vida e acontecimentos, tanto
recentes quanto passados, são de
ampla importância para a formulação ao
menos de uma ideia daquilo que ocorre com o paciente, sua dinâmica dentro e
fora da doença, sintomas e sinais principais e enquadramento ao menos em alguma síndrome, quando o diagnóstico inicialmente é
difícil. Estes são os aspectos cruciais
para a conduta mais adequada, tanto em termos psicodinâmicos quanto
psicofarmacológicos. Se a entrevista for direcionada
adequadamente pelo profissional e bem objetiva (como deve sempre ser),
estes aspectos relatados ficam evidentes
em poucos minutos e as condutas, tanto psicodinâmicas quanto
psicofarmacológicas, são tomadas de acordo com aquilo que foi raciocinado em
cima do todo da avaliação. A confiabilidade também se dá quando o paciente e
familiares, através do resultado
daquilo que foi observado pelo profissional, avaliam que seu quadro clínico está
demonstrando evolução favorável. Outro
aspecto importante a ser sempre considerado é a adequação, em termos de custos,
do tratamento. Prescrever medicamentos e indicar tratamentos que não estão ao
alcance da instituição (no caso de pacientes internados) ou que não estão ao
alcance dos pacientes ambulatoriais, por mais modernos que possam ser, de nada
adiantam. Até porque é perfeitamente plausível praticar uma psiquiatria que
gera bons resultados com tratamentos relativamente baratos e mesmo gratuitos
para os pacientes. Somente quando tratamentos mais onerosos estão ao alcance do
paciente ou da instituição, é que devem ser indicados (ou em casos de extrema
necessidade, o que ocorre com pouca frequência). Também é necessária a
dedicação de explicar ao paciente a
impressão que o profissional está tendo a respeito de seu caso e do quanto sua
doença está afetando sua vida, reforçando a necessidade do tratamento e dos benefícios
que ele trará à sua vida, já que sempre
o objetivo do tratamento psiquiátrico é o fortalecimento
da estrutura psíquica para reencontrar a família, o trabalho, os amigos e a
si mesmo com a mente mais equilibrada e saudável.
2) Felizmente um bom atendimento,
levando-se em consideração os aspectos relatados na resposta anterior, não depende necessariamente do tempo (em
minutos ou horas) para demonstrar sua eficácia. O sucesso ou o fracasso de
um transplante cardíaco ou mesmo de uma apendicectomia, por exemplo, não
dependem diretamente do número de minutos ou horas em que foram realizados. Assim,
o que realmente se deve levar em
consideração para classificar qualquer atendimento como satisfatório é,
primeiramente, a cordialidade, a boa
educação, a simplicidade, a linguagem acessível ao paciente e familiares e a
capacidade de transmitir da forma mais adequada e convincente possível por que
aquele paciente deverá tomar tal remédio, por que deverá mudar algumas de suas
condutas, por que deve seguir em acompanhamento psiquiátrico, por que deverá
ficar internado (quando é o caso) e qual é a expectativa de melhora (prognóstico)
caso o paciente se disponha a verdadeiramente seguir as recomendações que lhe
estão sendo dadas e seguir a prescrição que está sendo indicada. Como a
demanda, tanto ambulatorial quanto hospitalar, é cada vez maior em qualquer
lugar (sendo que um dos motivos é a atual maior facilidade ao atendimento
psiquiátrico especializado, o que felizmente também está ocorrendo em Cacequi),
os próprios pacientes não toleram
avaliações demoradas e pouco objetivas nem querem ficar na sala de espera por
várias dezenas de minutos ou mesmo várias horas. Naturalmente algumas
avaliações são mais demoradas que outras, e isto apenas a circunstância é que determinará, tanto para pacientes ambulatoriais
quanto internados. De nada adiantará o profissional, ou até mesmo o paciente,
tentarem prolongar algo que já ficou claro. Se uma avaliação for conduzida de maneira centrada, objetiva,
séria (embora não antipática) e de maneira empática, e se as condutas forem
tomadas de acordo com o que recomenda a literatura psiquiátrica mundial (que
em geral tem à frente a psiquiatria norteamericana, já que muitos dos autores e
das pesquisas em psiquiatria mais importantes são oriundos dos Estados Unidos),
o tratamento tem grandes chances de ser
eficaz. Os CRMs e o CFM (assim como quaisquer outros Conselhos profissionais,
creio) não relacionam jamais eficácia do atendimento ao tempo em que ele
ocorre. Pontualidade é, logicamente,
importante, embora não decisiva para o desfecho do tratamento. Estes aspectos
todos, aliados aos anos de experiência do
profissional, é que determinam geralmente os resultados do tratamento
psiquiátrico (desde que o paciente realmente siga o que foi recomendado).
3) As acomodações psiquiátricas do ISEV evoluíram
ao longo destes dois anos. Verificou-se a inviabilidade de acomodações
masculinas e femininas juntamente, o que ainda ocorre em alguns hospitais
gerais que são referência para tratamento psiquiátrico na região. Foi criada a
ala psiquiátrica masculina, com possibilidade de internação psiquiátrica
feminina na ala de clínica geral. Os funcionários em geral já acumulam pouco mais de dois anos com experiência
direta diária com os pacientes, o que certamente fez com que o atendimento
dos pacientes psiquiátricos tenha evoluído e se tornado referência, o que é
algo digno de méritos para um hospital geral em uma cidade pequena como Cacequi
(que só recebeu incentivo para internações psiquiátricas e atendimento
ambulatorial graças à visão de seus gestores da necessidade crescente de
atenção às morbidades psiquiátricas e do ideal de ampliação da prestação de
atendimentos à saúde mental).
4) Creio que as necessidades gerais dos
pacientes psiquiátricos, desde o serviço de
recepção às orientações à alta estão sendo feitos da melhor maneira
possível, já que até o momento foram muito
poucos os pacientes ou familiares que reclamaram que o serviço prestado como um
todo não foi foi bom. E eles (paciente e familiares) são o verdadeiro
termômetro que indica se o atendimento prestado está ou não na temperatura
adequada. Vários pacientes já relataram que estão sendo muito bem atendidos. Sempre haverá alguém insatisfeito, pois obviamente
nunca nenhuma instituição ou pessoa conseguirá agradar a todos.
5) Creio estar de acordo com as
possibilidades do hospital e de sua equipe. Mesmo assim, pacientes
psiquiátricos são também são imprevisíveis e por vezes oferecem riscos à
equipe. Quando isto ocorre, de imediato deve-se analisar o caso para verificar
qual a melhor conduta a ser tomada. Embora a decisão de manter a porta da
unidade chaveada e de haver barreiras físicas para prevenir fugas (comuns até
mesmo em hospitais psiquiátricos) não seja consenso tanto entre instituições
quanto entre profissionais, creio ser indispensável (principalmente em razão de
pacientes psicóticos, mas não apenas)
6) Os pontos positivos são todos aqueles
já descritos nas respostas anteriores.
7) Os pontos negativos (ou situações
negativas) muitas vezes são gerados pelos próprios pacientes, que eventualmente
podem levar à equipe a agir de forma mais incisiva ou mesmo intrusiva e
enérgica em resposta à determinada atitude ou conduta do paciente (nada que não
faça parte da rotina psiquiátrica hospitalar).
8)
Inegavelmente
o serviço de um terapeuta ocupacional
(mesmo que não diariamente) traria progressos ao serviço no sentido de orientar
e proporcionar aos pacientes atividades recreacionais que certamente serviriam
de estímulo à permanência durante os dias previstos de hospitalização. O
próprio terapeuta ocupacional poderia requisitar o mínimo de recursos materiais
(que possivelmente não necessitariam de grandes investimentos financeiros para
serem adquiridos) que seriam necessários para poder realizar o trabalho da
maneira mais apropriada.
Fernando P. Almeida
Psiquiatra ISEV
sábado, 22 de outubro de 2011
PERTO DO CÉU
Chego perto das estrelas
Presencio o espetáculo das luas de Júpiter
Contemplo o aneis de Saturno
Mercúrio e Vênus só no horizonte
Os olhos caminham nas crateras da Lua
Órion oferece a brilhante nebulosa
Chego ao longínquo aglomerado globular
Alfa-Centauro nas mãos
Desfile das Plêiades
Via-Láctea é só um braço
Braço forte da Galáxia-Mãe
Abraça forte suas crias
Mãe de muitos filhos com certeza
Mãe de ventre cósmico e útero galáctico
Parindo sem parar
Vida pipocando aqui, ali e lá muito longe
Saudações ao irmão extraterrestre
A tia Andrômeda quer uma visita
Ah, esse tal de telescópio...
domingo, 16 de outubro de 2011
PLANETAS VÊNUS E MERCÚRIO VISÍVEIS APÓS O ENTARDECER
Pouco após o pôr-do-sol, em sua mesma direção, pode-se observar o grande brilho de Vênus e também, pouco abaixo e à esquerda, mais discretamente, o brilho de Mercúrio. Devido à sua proximidade com o Sol, Mercúrio é o planeta mais difícil de ser observado, já que sua órbita é muito curta e é um planeta muito pequeno. Pouco após as 21 horas, em sentido oposto (na direção onde nasce o Sol), é Júpiter quem proporciona o espetáculo, brindando nossos olhos com seu grande brilho.
Júpiter aos olhos da Voyager 1, lançada em 1977, sonda espacial que está mais distante da Terra, já tendo ultrapassado os confins do Sistema Solar. No
detalhe, a grande mancha vermelha de Júpiter e outros fenômenos de sua turbulenta atmosfera.
sábado, 15 de outubro de 2011
PARABÉNS PROFESSORAS E PROFESSORES
A comemoração do dia 15 de outubro representa apenas uma referência a quem é importante para sempre em nossa vida: professoras e professores. É uma grande luta diária educar este povo, tarefa imprescindível e prazerosa mas que só é bem feita quando há muita dedicação e entrega. Não é tarefa fácil educar as pessoas, até porque muitas delas acham que não precisam e não demonstram interesse em estudar. Os professores têm que passar por todos os obstáculos em sua profissão, às vezes a um alto custo psicológico.
Ser professor no Brasil é um desafio maior ainda, já que toda a entrega, dedicação, persistência e vontade na maior parte das vezes é financeiramente retribuída com valores pequenos, que estão muito aquém do real valor destes profissionais na vida das pessoas.
Um parlamentar no Brasil custa em média, por ano, 6 milhões de reais aos cofres públicos, abastecidos continuamente por nosso dinheiro dos trilhões de impostos que existem no país. Podemos comemorar (?) por termos os políticos mais caros da face da Terra, à frente até mesmo de países desenvolvidos.
Um professor que ganha mil e duzentos reais/ano custa ao Estado, por exemplo, pouco mais de quinze mil por ano. Em um país que tem leis que tornam possível esta disparidade tão grande, fica evidente a injustiça que acomete tanto os professores quanto o povo. São absurdos que muito dificilmente serão banidos, mas que pela lógica não poderiam existir. Como respeitar a política de um país que paga salário de terceiro mundo aos professores e paga despesas milionárias com salários e regalias dos políticos? Sem esquecer que isto não é referente somente aos governos atuais, pois já vem de muito antes e independe do partido ou personalidade que esteja na liderança do país.
Assim, num país como esse, que tem por princípio oferecer baixos salários também aos profissionais da educação, tanto quanto aos da saúde e da segurança, exercer a profissão com o estímulo que ela requer é cada vez mais difícil.
A sociedade valoriza, sim, a educação. Quem, sim, não a valoriza são as políticas governamentais que determinam os gastos irrisórios que são destinados à educação. E o prognóstico, neste sentido, não é nada animador, pois esta inadequação salarial certamente veio para ficar, não só para insatisfação dos profissionais mas também para a sociedade como um todo. Por mais que a educação no Brasil tenha evoluído muito em alguns aspectos nos últimos anos, isto certamente não abrange o salário de seus profissionais. E como a educação é capaz de evoluir sem contar também com a remuneração ao menos adequada aos professores? Difícil entender.
Um professor vale tanto quanto um advogado, um médico, um arquiteto, um general, um juiz, um senador. Mas os governantes e muitas de suas inaceitáveis, abusivas, absurdas e questionáveis leis e diretrizes jamais reconhecerão isto.
Já dizia o professor Raimundo: "e o salário, ó!"
Ser professor no Brasil é um desafio maior ainda, já que toda a entrega, dedicação, persistência e vontade na maior parte das vezes é financeiramente retribuída com valores pequenos, que estão muito aquém do real valor destes profissionais na vida das pessoas.
Um parlamentar no Brasil custa em média, por ano, 6 milhões de reais aos cofres públicos, abastecidos continuamente por nosso dinheiro dos trilhões de impostos que existem no país. Podemos comemorar (?) por termos os políticos mais caros da face da Terra, à frente até mesmo de países desenvolvidos.
Um professor que ganha mil e duzentos reais/ano custa ao Estado, por exemplo, pouco mais de quinze mil por ano. Em um país que tem leis que tornam possível esta disparidade tão grande, fica evidente a injustiça que acomete tanto os professores quanto o povo. São absurdos que muito dificilmente serão banidos, mas que pela lógica não poderiam existir. Como respeitar a política de um país que paga salário de terceiro mundo aos professores e paga despesas milionárias com salários e regalias dos políticos? Sem esquecer que isto não é referente somente aos governos atuais, pois já vem de muito antes e independe do partido ou personalidade que esteja na liderança do país.
Assim, num país como esse, que tem por princípio oferecer baixos salários também aos profissionais da educação, tanto quanto aos da saúde e da segurança, exercer a profissão com o estímulo que ela requer é cada vez mais difícil.
A sociedade valoriza, sim, a educação. Quem, sim, não a valoriza são as políticas governamentais que determinam os gastos irrisórios que são destinados à educação. E o prognóstico, neste sentido, não é nada animador, pois esta inadequação salarial certamente veio para ficar, não só para insatisfação dos profissionais mas também para a sociedade como um todo. Por mais que a educação no Brasil tenha evoluído muito em alguns aspectos nos últimos anos, isto certamente não abrange o salário de seus profissionais. E como a educação é capaz de evoluir sem contar também com a remuneração ao menos adequada aos professores? Difícil entender.
Um professor vale tanto quanto um advogado, um médico, um arquiteto, um general, um juiz, um senador. Mas os governantes e muitas de suas inaceitáveis, abusivas, absurdas e questionáveis leis e diretrizes jamais reconhecerão isto.
Já dizia o professor Raimundo: "e o salário, ó!"
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
APRENDIZAGEM: CHAVE PARA ABRIR MUITAS PORTAS
Por que
estudamos tantos anos de nossa vida, desde a infância? Para sermos cidadãos com
educação, ainda que um analfabeto também possa ser bem educado em outro
sentido. Estudamos para adquirir conhecimento e o adquirimos para usá-lo em
nosso benefício e em prol da humanidade.
Mesmo assim, nem
tudo o que fazemos depende de anos e anos de sala de aula. Para se tornar, por
exemplo, um desportista de sucesso, um cantor famoso ou um empresário bem
sucedido, não há exigências de escolaridade. Porém, há outras exigências:
confiança em si mesmo, determinação, paixão pela atividade, dedicação, treino,
abdicação e aperfeiçoamento. Assim se desenvolveram muitas pessoas de sucesso.
Obtenha
sucesso à sua maneira. Espelhe-se em outras pessoas. Descubra o que elas fizeram
para obter prosperidade e uma vida tranquila. Investigue que características
pessoais elas possuem. Faça-se perguntas sobre estas pessoas e tente
respondê-las:
· São
esforçadas ou preguiçosas?
· São
instruídas ou têm pouco conhecimento?
· São ousadas
ou medrosas?
· Pensam
grande ou pequeno?
· São
autoconfiantes ou inseguras?
· Jogam para
ganhar ou apenas para competir?
· Conquistaram
a prosperidade ou já nasceram ricas?
· Pensam
sempre em ir além ou facilmente desistem?
· Apostam que
vai dar certo ou que vão fracassar?
· Acham-se
capazes ou incapazes de realizar o que querem?
Observe que
tipo de negócio elas possuem; que produto vendem; que serviços prestam; o que
criaram; em que se formaram; em que se especializaram; em que são requisitadas;
o quanto são valorizadas; o quanto sua valorização depende de si mesmas; se são
empregadoras ou empregadas.
Se você se
mantiver sempre determinado e saber que o esforço das pessoas deve ser bem recompensado,
você já poderá se considerar na trajetória do sucesso. Mas, calma. Você estará
apenas na trajetória. Terá ainda um grande trabalho a fazer, por si mesmo e
pela humanidade.
Não esqueça:
dê o melhor de si. Não fique achando que você é “pouca coisa”. Aprenda sempre
mais. Pratique sempre mais. Há incontáveis assuntos e atividades interessantes
para você neste mundo. Você pode ainda fazer muito. Se muita gente conseguiu
aquilo que quis, você também é capaz de conseguir. Você não está velho demais
para nada. Sempre poderá inovar, se quiser. O sucesso não exige idade. Uns
obtêm sucesso muito jovens e outros já idosos. Até alguns bebês já nascem
famosos...
Pense o que você pode fazer, desde já, para mudar sua vida. O que pode
aperfeiçoar. O que pode escolher.
Personagens e histórias de
sucesso
Maria, já
idosa, venceu o analfabetismo e concluiu o ensino fundamental; Ricardo trata
corretamente sua grave doença mental e trabalha como gari; Lucinda estava
desempregada e reergueu-se comercializando produtos de beleza; José se destacou
no curso de eletrônica e conseguiu excelente emprego em uma grande empresa;
Mauro abriu uma loja de roupas infantis e está obtendo bom lucro; Juliana, por
seu ótimo desempenho como professora de Inglês, está realizando um longo intercâmbio
em Londres; Jorge, nas horas vagas, faz serviços gerais e costuma ter bom
retorno financeiro; Rogério empenhou-se muito e foi promovido a gerente; Bianca
superou seu adversário e foi eleita prefeita de sua cidade; Bruno passou no
vestibular para Engenharia naval; Rose se formou professora de Geografia e já
está trabalhando; Samuel concluiu a faculdade de Direito e abriu seu escritório;
Patrícia agora é médica e faz mestrado em saúde pública; Marta teve uma
infância pobre e hoje é oficial das forças armadas; Francisco iniciou com um
pequeno comércio e hoje é proprietário de uma rede de 40 lojas; Sônia, após
muito trabalho, abriu sua terceira farmácia; Antônio se tornou um conceituado
empresário no ramo hoteleiro; João começou a construir seu décimo edifício;
Rejane atuou em muitas peças de teatro e agora conseguiu um excelente contrato
para atuar num filme; Antenor vendeu parte de sua empresa por $3 milhões.
As histórias
não têm fim. Cada um destes protagonistas vive uma vitória pessoal. A história
de cada um deles representa a conquista e o reconhecimento por todo um esforço
prévio. Porém, as histórias não chegaram ao fim. Estão se desenrolando a cada
dia e, a cada novo esforço, podem se modificar e apresentar ainda mais êxito.
Não deixe tudo
aquilo que há de melhor apenas para os outros. Não permita que somente as
outras pessoas atuem no papel principal. Você não é apenas um coadjuvante. Não
deve estar nas cenas de sua vida sempre com um papel secundário ou, pior ainda,
como um simples figurante ou pano-de-fundo. Você deve escrever, atuar, dirigir
e produzir o filme de sua vida. E pode, sim, ser um personagem real de
destaque, merecedor inclusive de prêmios por seu desempenho. Não entregue esta
responsabilidade aos outros.
Não se sinta
excluído das oportunidades. Elas estão por aí. Se você não procurá-las,
realmente poderá não encontrá-las. E isto poderá fazer a diferença em sua vida,
tanto para melhor quanto para pior. Suas escolhas passadas determinaram o seu
presente, sua situação atual. Seu
futuro será o reflexo de suas atitudes hoje.
Muitas
pessoas deixam de progredir na vida por falta de apoio. Não apenas financeiro,
mas também moral. Entretanto, muitas delas têm apoio de sobra e não progridem.
Infelizmente muita gente não possui amigos ou familiares que as estimule a ir
mais longe, não se interessa em adquirir mais informação e não possui contato
com pessoas mais instruídas e prósperas (que muitas vezes servem como
referência para que mudemos nossos ideais de vida). Mas, não esqueça: não
relacione diretamente prosperidade e conhecimento com grau maior ou menor de
felicidade. A questão é que você pode ser muito feliz e ter muito conhecimento
e prosperidade ao mesmo tempo.
Aprendi sobre
economia e progresso pessoal não somente em livros, mas também com meus pais. Eles
sempre diziam para apagar uma lâmpada acesa desnecessariamente, não demorar no
banho, não deixar a torneira pingando, estudar mais e “se fazer na vida, tal
como o filho do fulano ou do beltrano”, não desperdiçar combustível e valorizar
cada pouca quantia de dinheiro.
Aprendi com
eles, ainda, a sempre procurar tratar bem as pessoas, com respeito, atenção, educação,
cumprimentos, receptividade, interesse, simplicidade e honestidade, sem arrogância,
malícia, preconceito e falsidade. Em qualquer ramo de atividade, as boas
características pessoais podem representar meio caminho andado para o sucesso
de qualquer pessoa.
Devemos, no
mínimo, respeitar as pessoas. Você não gosta de ser respeitado? Seja qual for
ou ainda venha a ser sua atividade profissional, é muito importante aprender a
ser sério para desempenhá-la adequadamente e ser carismático ao mesmo tempo. Seriedade
não é sinônimo de antipatia e ter carisma não significa falta de seriedade.
Bons relacionamentos interpessoais em sua atividade sempre contarão pontos a
seu favor, que poderão ser cruciais para a sua vitória. O simples fato de as
pessoas reconhecerem sua atenção, seu conhecimento e seu trabalho sério já
serão motivos para você estar bem conceituado.
Exercite sua mente
Já que seu
cérebro está preparado para receber inúmeras informações e para realizar muitas
tarefas, aproveite-o, enquanto o possui. Você pode desenvolver muitas
habilidades. Basta você querer. Assim como você exercita seus músculos e os
deixa mais fortes e ágeis, o mesmo ocorre com seu cérebro. Exercite-o. Deixe-o,
também, mais forte e ágil.
Seu cérebro
pode se beneficiar de habilidades muito prazerosas, mesmo que apenas
relacionadas ao lazer, se você se dispuser a adquiri-las. Quanto mais você
souber aproveitar suas horas vagas, mais energia mental você terá para sua aprendizagem
e seu trabalho. E há muitas atividades de lazer que proporcionam ótimas
sensações e que colocam seu cérebro para trabalhar de maneira muito agradável,
como que numa brincadeira.
Muitas destas
atividades poderão nunca colocar um centavo em seu bolso. Mesmo assim, o prazer
que elas podem lhe proporcionar não tem preço. Nossa emoção vale mais que
qualquer milhão. Comumente as pessoas procuram pelas mais variadas atividades
que proporcionam lazer, tranquilidade, paz, bem-estar, raciocínio e mais
disposição. Faça, você, alguma nova atividade que acredite que possa lhe fazer
bem, seja ela qual for.
A beleza e o poder da música
Uma atividade
comumente desenvolvida e praticada por muita gente é a música. Por mais que
você não goste de música, não saiba dançar nem tocar qualquer instrumento,
algumas músicas certamente chamam a sua atenção.
Desde a mais
tenra infância nos divertimos cantando e dançando melodias. A música parece
algo que não temos motivo para não gostar. Há estilos de música que podemos
odiar, mas temos nossos estilos preferidos. Sempre nos identificamos com algum
estilo musical. A música está presente desde o canto da tribo indígena aos
modernos shows. Ela engrandece nossa alma e proporciona ao nosso cérebro
belíssimas sensações. Podemos nos sentir verdadeiramente extasiados e
anestesiados ao apreciar a música. Ela possui um poder inquestionável. Nossas músicas
prediletas fazem parte da trilha sonora do filme de nossa vida.
A música é, também,
uma forma de linguagem. Aprendê-la, mais do que somente admirá-la (o que já é
ótimo), traz sensações ainda mais intensas. Se você gosta muito de música,
saiba que aprender a tocar um (ou mais de um) instrumento musical pode dar
outro significado à sua vida. A música é um dos vários tipos de inteligência
que seu cérebro pode desenvolver.
O
conhecimento musical traz um inegável e agradável aperfeiçoamento às nossas
mentes. Ainda, se você quiser, poderá até viver da música. Inúmeros músicos
conquistaram o mundo e ficaram multimilionários com sua criatividade e com seu
talento. Frequentemente ouvimos notícias de que a música mudou o destino de
várias pessoas ao abrir novas portas em suas vidas. Realmente a música é uma
força muito poderosa. E as combinações e modos de expressão de sons não são
restritos ao entendimento do ser humano, já que as notas musicais estão na
natureza e são formas de expressão de vários animais (baleias e pássaros, por
exemplo, proporcionam verdadeiros shows ao emitirem seus cantos).
Memorizar é preciso consulta m aluguel ou indo Voctar meio caminho andado. arrogr uma l de
apoio.444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444
Se nossas
horas de trabalho são muito importantes, nossas horas de lazer também o são. Atividades
de lazer que exijam energia mental e/ou física podem significar uma terapia, já
que, enquanto as realizamos, devemos nos concentrar totalmente. Elas servem
para nos esquecermos (mesmo que temporariamente) de nossas preocupações, nossos
problemas, nosso desgaste diário e, até mesmo, do mundo. São fontes de renovação
de nossas energias.
Cada pessoa
deve procurar maneiras de distrair e exercitar a mente para mantê-la desperta e
saudável. Às vezes temos a impressão de que não há muitas coisas que possamos
fazer para aperfeiçoar, por exemplo, nossa memória. A realidade, no entanto, é
que muitas vezes temos uma enorme preguiça de exercitar nossa mente. E também
não a exercitamos por muitas outras justificativas além da preguiça: alegamos
que não temos tempo, acreditamos que nada de novo e importante conseguiremos absorver,
que estamos estressados, que não queremos pensar em absolutamente nada em
nossas horas de folga, etc.
Entretanto,
somente quando efetivamente nos preocupamos em manter a regularidade em alguma
atividade que traz benefícios às nossas funções mentais, é que conseguimos de
fato fazer com que nosso cérebro se desenvolva mais. Como você terá uma boa
memória se não se preocupar em tê-la? Como conseguirá abstrair seu pensamento
se não se preocupar em fazê-lo? Como aperfeiçoar seu afeto se não procurar aperfeiçoá-lo?
Como desenvolver sua linguagem sem se expressar nem ler e aprender mais? Como
melhorar sua atenção e concentração sem efetivamente estar disposto a isto?
Como obter mais conhecimento se estiver constantemente indisposto? Como
aprender a resolver problemas se não houver interesse em aprender a
resolvê-los?
Pequenas
atitudes podem ativar sua memória, mesmo que minimamente. Se você acha que sua
memória não é boa, procure então memorizar algo (seja o que for): os números de
sua identidade, CPF, conta e senha bancária; data de nascimento de seus
familiares; nomes de novos animais; nomes de ruas; distâncias entre algumas
cidades (inclusive a sua); número de habitantes de cidades, estados e países;
letras de músicas.
Memorize
aquilo que você acha importante de ser memorizado. Não espere que alguém lhe
diga o que você deve ou não memorizar. Porém, procure reter as informações não
apenas em sua memória imediata. Tente armazená-las também nos outros dois tipos
de memória (recente e remota) para se lembrar delas também a médio e longo
prazo.
Nossa memória
está intimamente ligada ao grau de emoção e interesse que temos por aquilo que
aprendemos. Assim, devemos procurar sempre memorizar ou aprender algo querendo
realmente fazer isto, o que não é nem um pouco difícil. Nosso cérebro pode
manter um estoque de informações muito maior do que imaginamos. A falta de memória,
da qual muita gente se queixa, pode simplesmente ser decorrente da falta de
interesse em colocar a mente para trabalhar.
Mesmo que
fechada e bem guardada dentro da caixa craniana, nossa mente pode se expandir
imensamente. Pode alcançar façanhas incríveis e memoráveis. Pode, inclusive, tornar
as pessoas muito melhores do que imaginavam poder se tornar algum dia. Não se
surpreenda se isto acontecer com você também, pois é o que normalmente ocorre
com muita gente. Esforce-se para que com você aconteça o mesmo. O esforço
sempre vale a pena.
Infelizmente,
muitas pessoas abandonam os estudos precocemente (tal como no ensino
fundamental), não por dificuldades de memória ou aprendizagem, mas por falta de
interesse. No entanto, elas tendem a repetir este desinteresse em seu dia-a-dia
ao longo de toda a vida. De igual forma como se desinteressaram pela escola,
também não demonstram interesse em adquirir outros tipos de conhecimento. Não
entendem os benefícios de não se parar no tempo em relação à aprendizagem.
Muitas delas duvidam de suas próprias capacidades.
Dê valor e
atividade ao seu cérebro. Expanda-o. Diga para si mesmo que não há limites para
ele. Dele pode emanar muita coisa interessante, tanto quanto ele é capaz de
absorver.
Texto do capítulo 6
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
BANCÁRIOS EM GREVE
Repete-se no país o que já ocorre há muito tempo: insatisfação com o
que se recebe no fim do mês. Nada de novo para um país em que os salários
baixos são de praxe. Novamente representantes de um segmento importante da sociedade (se é que há
algum segmento que não seja importante) reivindicam mais ganhos. E isto não é à
toa, pois os bancários acreditam que pelo trabalho que prestam à sociedade
merecem ganhar mais. Mas não são os únicos, pois outros servidores da
iniciativa privada e também federais e estaduais lutam constantemente contra as
desvalorizações salariais, protestando com frequentes greves. Uma das verdades
é que os bancários, que trabalham direta e diariamente com o dinheiro alheio, veem na tela do computador de trabalho o Brasil crescer, veem os banqueiros prosperarem incrível e facilmente ao aplicarem taxas absurdas a qualquer um que se aventure a pegar dinheiro emprestado ou simplesmente a deixar lá seu dinheiro, veem como é possível ganhar bem mais no fim do mês e constatam que a melhor maneira de ganhar mais é paralisando as atividades.
Normalmente a decisão de paralisar se sucede a tentativas de negociação. Mas, ficar esperando a boa vontade dos banqueiros para aumentar os salários dos bancários é praticamente perda de tempo, pois isto implicaria redução de lucros aos bancos. É semelhante à briga dos médicos contra os planos de saúde que repassam remunerações pífias por uma consulta. No Brasil é normal trabalhar muito, com verdadeira dedicação e responsabilidade, ganhar pouco em relação à importância daquilo que se produz ou do serviço que se presta e enriquecer os patrões. À exceção de funcionários do Executivo, Legislativo e Judiciário e militares, em que os salários pagos estão muito acima dos salários da população em geral, há muito poucos outros funcionários do Estado ou da União que ganhem relativamente bem. O fato é que, sempre que dependermos exclusivamente de alguém ou órgão que deposite nosso salário no fim do mês, certamente não receberemos nem aquilo que achamos no mínimo justo.
Sofremos então com as consequências da paralisação. Podemos ir presos porque não pagamos a pensão alimentícia em dia. Pagaremos multas, juros ou acréscimos pelo que atrasou. E aí a culpa é de quem? Do bancário. Claro. É fácil culpar alguém. A culpa não é dos banqueiros, é mais fácil pensar. A culpa não é dos que ganham rios de dinheiro, e sim daqueles que querem apenas mais vazão à vertente. A solução pareceria muito simples: demitir todo mundo e contratar quem esteja muito disposto a trabalhar pelos mesmos salários. Mas, claro, isto é o mais difícil. Ou melhor, o impossível. E, também, o absurdo e o indesejado. Enquanto o país gastar vários e vários milhões de reais com despesas de políticos e beneficiar aqueles que trabalham muito pouco em relação à riqueza de que desfrutam, não haverá alguém que esteja satisfeito com seu salário. Enquanto houver a cultura de que é melhor pouco que nada, viveremos e trabalharemos para entregar nosso suor, e também nosso dinheiro, aos outros. Professores federais e funcionários dos Correios, também em greve, estão também errados? Mas, perguntemos ao Tiririca, ao Sarney e aos banqueiros se estão na iminência de entrar em greve. A resposta é só uma.
Sofremos então com as consequências da paralisação. Podemos ir presos porque não pagamos a pensão alimentícia em dia. Pagaremos multas, juros ou acréscimos pelo que atrasou. E aí a culpa é de quem? Do bancário. Claro. É fácil culpar alguém. A culpa não é dos banqueiros, é mais fácil pensar. A culpa não é dos que ganham rios de dinheiro, e sim daqueles que querem apenas mais vazão à vertente. A solução pareceria muito simples: demitir todo mundo e contratar quem esteja muito disposto a trabalhar pelos mesmos salários. Mas, claro, isto é o mais difícil. Ou melhor, o impossível. E, também, o absurdo e o indesejado. Enquanto o país gastar vários e vários milhões de reais com despesas de políticos e beneficiar aqueles que trabalham muito pouco em relação à riqueza de que desfrutam, não haverá alguém que esteja satisfeito com seu salário. Enquanto houver a cultura de que é melhor pouco que nada, viveremos e trabalharemos para entregar nosso suor, e também nosso dinheiro, aos outros. Professores federais e funcionários dos Correios, também em greve, estão também errados? Mas, perguntemos ao Tiririca, ao Sarney e aos banqueiros se estão na iminência de entrar em greve. A resposta é só uma.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
OLHE PARA SEU DINHEIRO
Se você quer,
já de imediato, ter uma vida mais próspera, deve desvendar um importante
segredo neste mesmo instante: abra sua carteira, olhe para seu dinheiro e diga
a ele que, a partir de agora, você sempre o verá com outros olhos. Diga a ele
que você irá se esforçar para passar mais tempo com ele, para que possam ser
mais parceiros e mais íntimos. É muito melhor você se dar bem com o seu
dinheiro, ou ele não gostará muito de você e não permanecerá muito tempo em sua
companhia. Geralmente ele acompanha quem demonstra mais interesse por ele. Está
mais presente ao lado de quem o trata melhor, com mais cuidado e prudência.
Para você
desejar e valorizar maiores quantias de dinheiro deverá começar, acredite,
valorizando cada centavo. Exatamente. Ou seja, descubra no que você deve mudar
em sua relação com o dinheiro.
Olhe para os
lados. Veja quanta gente está interessada em seu dinheiro. Parece que tudo e
todos querem lhe tirar dinheiro a qualquer hora, das mais variadas maneiras,
seja ou não na forma da lei. Não temos escapatória: IPVA, ICMS, IPTU, IPI, IR,
alvará, anuidades profissionais, etc. Muito boa parte de tudo que conseguimos
ganhar com nossos esforços vai para os absurdos inúmeros e muitas vezes pesados
impostos, taxas, anuidades e mensalidades. Entregamos constante e obrigatoriamente
nosso dinheiro (diária, semanal, mensal e anualmente) para o suposto bem
público. Trabalhamos mais de três meses por ano apenas para pagar impostos. Apesar
disto, vemos rotineiramente o dinheiro público no bolso da corrupção, o que é
pior...
Por isso,
você tem que se virar com o que lhe sobra de fato. É desta parte de seu
dinheiro que você deve saber poupar para criar uma reserva e realizar ao menos
algum tipo de investimento. Se você acredita que não consegue aumentar seus
rendimentos de nenhuma forma, deve pelo menos começar sua vida nova, de mais
prosperidade e tranquilidade, com o que já recebe ou possui. É aí que
praticamente começará o seu novo futuro financeiro. Dê muita importância a
todas as notas que chegarem ao seu bolso, mesmo as de menor valor ou moedas. Se
você não se preocupar muito, o restante de seu dinheiro também facilmente
escorrerá de suas mãos para outras.
Você
certamente já se deu conta do bombardeio diário que recebe, de forma direta ou
indireta, que o incentiva a comprar inúmeros produtos e serviços. Todos querem
o seu dinheiro. Querem convencê-lo de que é um bom negócio aplicar seu dinheiro
no produto ou serviço que lhe oferecem, sejam eles de pequeno ou grande custo.
Entretanto, você
sempre deve procurar manter um adequado controle do quanto sairá de dinheiro de
seu bolso, diferentemente dos impostos. Se você acredita que não possui um bom controle
de seu dinheiro, esforce-se para isto. Muitas vezes enormes quantias são
frequentemente perdidas pelas pessoas em consequência somente de seu mau uso. Muita
gente perde muito dinheiro por não saber lidar com ele. Pior ainda é ter pouco
dinheiro e, mesmo assim, não saber administrá-lo. Dessa forma, a possibilidade
de ter uma vida mais próspera é extremamente baixa.
Pense muito
bem no quanto realmente é útil o que lhe é oferecido ou aquilo que você está
com vontade de comprar. Não custa você pensar bem sobre sua possível aquisição,
seja um lanche no meio da manhã ou um pacote de viagem. Não queira se livrar
rapidamente de seu dinheiro só porque o ganhou e acredita no que ouviu muitas
vezes: “dinheiro é para gastar” ou “se eu morrer amanhã, pelo menos
aproveitei”. Obviamente, você pode gastar seu dinheiro como quiser. No entanto,
lembre-se de que ele não serve apenas para ser gasto. Serve para ser poupado,
também.
Segure o dinheiro
Você pode ver
seu dinheiro crescer e multiplicar. E o meio mais imediato de se fazer isto é economizando.
Mesmo que, no começo, em pequenas quantias. Conforme começar a guardá-lo e
vê-lo crescer, você certamente desejará guardar quantias maiores. Tentará,
inclusive, ganhar mais para guardar mais. Perceberá que, dentro de pouco tempo,
já obterá algum bom resultado. Há inúmeras maneiras de economizar e é bom você
se familiarizar com elas, se quiser melhorar seu padrão de vida.
Você pode
começar pelas maneiras mais simples, mas que frequentemente são ignoradas por
muitos, tais como evitar desperdícios (água, luz, comida, telefone,
combustível). Estas necessidades fazem evaporar nosso dinheiro quando mal
administradas.
O gasto
exagerado com telefone, por exemplo, pode representar um grande vilão em seu
orçamento, ao sugar de você um bom dinheiro. Por mais que a telefonia móvel
tenha trazido benefícios e progresso à humanidade, quanto mais tempo você
passar pendurado ao telefone, melhor (para as empresas de telefonia, é claro). Se
você é uma pessoa que gosta muito de falar, falar e falar, procure fazer isto,
então, pessoalmente, se possível. Senão, além de você gastar saliva demais e
ficar com a boca seca, o que também vai secar é o seu bolso! Não se iluda com
os anúncios de “grandes vantagens” e “excelentes bônus” para falar mais.
Procure deixar menos dinheiro para as companhias telefônicas.
Aprenda a
fazer uso consciente tanto de telefone quanto de água, luz e combustível. É
inevitável usá-los (e bom, inclusive), mas sem exageros. Estabeleça algum
limite entre o quanto é necessário e o quanto já está sendo desnecessário. Não
é ruim ter senso de economia, muito pelo contrário, pois ele ajuda a tornar
qualquer um mais próspero.
Porém, cuide
para não bancar o miserável. Isto, sim, é ruim. Eventuais excessos podem não
nos trazer nenhum prejuízo e até fazem nos sentirmos bem, desde que sejam
realmente eventuais e que não comprometam o orçamento. Uma simples redução, por
exemplo, de cinco minutos no tempo em que o chuveiro fica ligado em seu banho
representará uma quantia em dinheiro, ao final de um ano, que você nem vai
acreditar.
Não vivemos
sem desfrutar de nossas necessidades básicas, mas devemos sempre estar atentos
à possibilidade de economizá-las de alguma forma. Você deverá analisar bem se
há e o quanto há de desperdício em seus hábitos e tentar corrigir o que puder.
Cada centavo é valioso. Não menospreze pequenas quantias. Você acha que estará
preparado para lidar com as grandes quantias se não souber lidar com as
pequenas?
Analise
também, e muito bem, seus gastos com roupas e calçados, pois aí muita gente se perde
e deixa vazar seu dinheiro de maneira surpreendente. Muitos sempre acreditam
que realmente necessitam de uma roupa ou um calçado novo, embora seus guarda-roupas,
se pudessem falar, diriam que não. Mesmo que andar bem vestido seja importante,
você não precisa necessariamente vestir as roupas mais caras ou da moda para
estar bem, com uma boa aparência.
Dependendo do
tipo de trabalho, há maior ou menor exigência de boa apresentação. E, nas
situações em que há maior exigência, é importante prestar atenção à apresentação
pessoal. Nossa aparência é, inevitavelmente, notada pelas pessoas. Se estivermos
vestidos normalmente, limpos, não seremos alvo de comentários ruins. No
entanto, se andarmos desarrumados ou desleixados, causaremos uma má impressão e
poderemos sofrer alguma desvantagem por isto, seja em uma entrevista de emprego
ou desempenhando nossa profissão.
Não é
necessário dispor de centenas de roupas e calçados para ter boa aparência. Vale
a pena você gastar com roupas e calçados, mas com o devido controle. Se não o
tiver, os lojistas sempre vão lhe agradecer muito. Você estará contribuindo
para encher o bolso deles e, pior, com o seu suado e muitas vezes já escasso
dinheiro. Eles estão, honestamente, atrás do seu dinheiro.
É bom se precaver
Outra
terrível armadilha são os empréstimos. Definitivamente poucas vezes eles
representam um bom negócio. Portanto, faça o máximo para evitá-los. Pense muito
bem antes de realizá-los. Quem tem maiores chances de lucrar com empréstimos
são as pessoas que os investem em algo. O problema é que muitos tomam
empréstimos impulsionados apenas por compulsão para comprar algo que muitas
vezes, na verdade, nem era tão interessante ou importante de ser comprado.
Pouco tempo após a compra, cessa o prazer relacionado à aquisição. A
incapacidade para controlar esta compulsão resulta frequentemente em dinheiro
jogado fora.
Se você não
entende nada de taxas de juros e não se importa com o montante que vai ter que
pagar a mais pelo que tomou emprestado, pior ainda. Fuja. O risco de futuras
dores de cabeça e insônia nesses casos é muito grande (e isto, na melhor das
hipóteses, já que muita gente adoece gravemente em razão de se sentir como que
em um beco sem saída ao dever grandes somas de dinheiro). A tendência natural
de quem realiza empréstimos sem consciência é a de se endividar negativamente. Um
dos segredos para uma vida financeira sossegada é ter um bom controle de suas contas
e dívidas. Sempre que possível, pague-as em dia e não permita que elas suguem todo
o seu dinheiro.
Quanto em mais
vezes você parcelar a compra de um produto, piores serão os juros. Compras
realizadas com cartão de crédito, por exemplo, podem oferecer a vantagem de se
poder comprar em várias vezes teoricamente pagando o preço à vista. Porém, este
preço, se você pagar realmente à vista e não usar o cartão, pode ser ainda
menor se você tentar negociar. O cartão de crédito pode ser uma boa opção por
sua praticidade, desde que não seja um estímulo para compras descontroladas. Não
esqueça de que as dívidas no cartão de crédito, por sua imensa facilidade e
disponibilidade de uso, atormentam seriamente muita gente.
Lembre-se de
que quanto mais longos forem os parcelamentos, financiamentos ou consórcios, mais
dinheiro será desperdiçado. Se você aceitá-los, conforme-se com o fato de que
parte de seu esforço diário (mais objetivamente, parte de seu dinheiro) estará
sendo automaticamente transferida para os outros. Você pode, no entanto,
adquirir aquilo que quer sem ter que entregar dinheiro extra aos outros, mesmo
que você demore um pouco mais para adquirir. Aprenda a conter seu imediatismo.
Isto poderá, por si só, fazer o seu suado dinheiro crescer.
Há, também, pessoas
que realizam compras excessivas e desnecessárias por sofrerem de alguma
alteração psíquica, como em alguns casos de transtorno afetivo bipolar em
episódio de euforia e transtorno do controle dos impulsos (no caso, compras
compulsivas). Nestas situações, praticamente não há autocontrole, sendo
necessário tratamento.
Comece a caminhada
Seus
primeiros passos, então, já estão sendo dados. Você já olhou e disse para seu
dinheiro que a partir de hoje vai ter mais carinho com ele e já analisou bem
suas despesas e gastos essenciais na tentativa de detectar e corrigir tanto os
quase imperceptíveis e persistentes desperdícios quanto os absurdamente grandes.
Decida não entregar facilmente seu
dinheiro aos outros sob o nome de juros, acréscimos, financiamentos, alienações
ou do que queiram chamar.
Conscientize-se
de que, se você vacilar, seu dinheiro todo se vai rapidamente. Bem ligeiro.
Vacilou, perdeu. É, com o dinheiro também é assim: valorizou, ganhou; empenhou-se,
ganhou; batalhou, ganhou; desconcentrou, perdeu; menosprezou, perdeu; controlou,
ganhou.
Com sua mente
respirando esses passos importantes constantemente, você poderá melhorar
bastante não somente o seu desempenho financeiro, mas também pessoal e
profissional. Acredite que você não deve permitir que sejam os outros que
determinem o seu valor. Disponha-se a apostar mais em si mesmo e lutar para
aumentar seu valor, mesmo que alguns insistam em lhe dizer: “assim já está bom
para você”. Quem sabe o que é bom
para você? Você ou os outros?
Em suma, olhe
para o dinheiro e para si mesmo de modo mais otimista. Eis outro segredo,
apesar de já muito conhecido: quanto mais fortalecida estiver sua autoestima,
mais chance você terá de obter mais prosperidade.
Você pode, no
entanto, ter uma ótima autoestima e optar por ser monge budista, por exemplo, e
necessitar de muito pouco dinheiro para viver. Você é quem faz suas escolhas. E
elas devem ser respeitadas. Você pode se desenvolver com muito mais eficiência
em qualquer coisa que faça quando possui confiança em si mesmo.
Mas, para que
nos preocuparmos tanto com o dinheiro? Faz sentido? O que os outros vão pensar?
Vão nos xingar de materialistas? De sovinas? Vão dizer que estamos errados? Vão
achar que acreditamos que só o dinheiro é importante? Não sei. Só sei de uma
coisa, que inclusive pode parecer controversa: preocupe-se mais com o dinheiro para, cada vez mais, preocupar-se menos com ele. Quanto mais você estiver
empenhado em progredir, saber mais e ganhar mais e consequentemente obter
sucesso, menos preocupação terá com o pagamento de suas despesas e contas.
Consequentemente, cada vez mais sobrará dinheiro para o seu lazer e para
investimentos que você ainda pretende (ou deve)
fazer. Preocupe-se em ter mais tranquilidade em sua vida, tanto no presente
quanto no futuro.
Você não
precisa tentar convencer ninguém de que sua nova postura em relação ao dinheiro
é um exemplo que todos devem seguir. Aliás, pode até ser melhor você buscar
prosperidade e progresso em sua vida de maneira silenciosa. Pense e aja, sem
que seja preciso dar muitas explicações ou argumentos a seja lá quem for.
Porém, muitas
pessoas com as quais você falar sobre o assunto ficarão atentas à sua conversa,
umas para concordar ou mesmo aprender e outras para discordar. Se discordarem
de você, paciência. Ninguém é obrigado a concordar com suas ideias. Ninguém é
dono da verdade. Quem concordar, porém, possivelmente o verá com admiração,
acreditando que em muitas de suas palavras há um grande sentido e entenderá que
cada um de nós deve mesmo é se valorizar.
Devemos valorizar uma vida com mais liberdade, emoção, conhecimento,
prosperidade, aperfeiçoamento, tranquilidade, harmonia, doação, lazer, conforto,
fartura e alegria.
E o seu futuro, como será?
Não esqueça
de que, felizmente, você não sabe até quando viverá. Poderá, tomara, comemorar
com familiares e amigos ainda muitos e muitos aniversários. Seu futuro, ao
menos no aspecto financeiro, já está assegurado? Você possui garantias de que
envelhecerá, financeiramente, de forma tranquila? Não se preocupará com os
pagamentos de seu plano de saúde, de seus remédios, de sua alimentação, de seu
vestuário e de suas despesas gerais? Poderá ajudar despreocupadamente seus
filhos e netos quando for preciso? Como você vai saber? É difícil saber. Por
isto mesmo: preocupe-se com o dinheiro hoje para se dar ao luxo de não precisar
se preocupar muito com ele futuramente.
Se você acredita
que seu futuro será tranquilo porque você estará respaldado pela aposentadoria
da previdência social e pela rede pública de saúde, acorde. Esforce-se para que
o seu salário da aposentadoria seja apenas um complemento de sua futura renda.
Você correrá o risco de apenas sobreviver
se não se preocupar com isto e esta for sua única fonte de renda.
Um dos
fundamentos de nos prepararmos melhor agora é para que nosso futuro melhore.
Geralmente obtemos os reais resultados que hoje desejamos daqui a algum tempo.
O que conseguimos desfrutar no presente é geralmente decorrente de nossos
esforços anteriores.
Inevitavelmente
você transmitirá seus ideais de plantar hoje para colher amanhã para seus
familiares. Poderá orientar melhor seus filhos rumo às conquistas da vida. Não
esqueça de que você deve ser um grande mestre para eles, tanto em palavras
quanto em
comportamentos. Pais e outros cuidadores têm defeitos, assim como
quaisquer outras pessoas. No entanto, são eles quem frequentemente fazem a
grande diferença em nossas vidas. Atente ao fato de que não nos relacionarmos
bem com algum de nossos pais ou cuidadores, seja por qual for o motivo, traz-nos
muitos infortúnios. E às vezes nem percebemos isto.
Se seus pais
deram maus exemplos, tudo bem. Ninguém é perfeito. No entanto, certamente eles
lhe passaram também muitos bons exemplos. Siga-os.
Capítulo 5 de meu livro:
Assinar:
Postagens (Atom)










